Tenho mil vontades e coisas a dizer, mas se não pergunta, essas coisas todas não fazem sentido no universo, pois estarão pra sempre trancafiadas dentro de mim.
Por que não me perguntas o que sinto, desejo ou penso? Medo da resposta? Cansaço da rotina? Uma pena.
Tenho vidas muito ricas dentro de mim que andam sucumbindo na cama todo o final de semana que te evito, porque preferimos as telas às mãos de um no outro.
Vida pós-moderna, liquefeita, se desfaz na rapidez de uma lâmpada que apaga.
Estou apagada tem várias lâmpadas.
Estou apagada tem várias pós-modernidades em mim.
Falo A aaaaaa aaaaa aaaa um eco no nada
Shhhhhhhhhhhhhhhh escuto B. Anda logo, faça o que B quer. Ponto final, seu A não tem força em um mundo em que eles só querem ouvir/viver Bês.
Fraca, depressiva, estranha, LOUCA
Quantos rótulos posso ganhar, quando não consigo me enquadrar?
Pouco me importa se preferem me tachar a saber ou querer entender o que se passa dentro de mim. Eu já compreendi que para o resto é mais fácil enquadrar em uma caixa.
Ela não é normal.
Podem continuar com isto. Não me há qualquer problema. Adoro ser louca, não imaginam como sou feliz assim, e o quanto vivo a vida enquanto vocês ficam debruçados à beira da sacada vendo o barco que navego passar.
Ele falou para alguém: eu não sei se há algum problema, ou se ela quer ser demitida a força.
Por que você não pergunta a ela o que se passa? Medo da resposta?
Eu ainda espero pelo amadurecimento. Não consigo me entender fazer parte de seus planos que estão apenas dentro de si. Isso me consome a cada busca por uma passagem para Seychelles.
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