Agnaldo tinha uma ideia. Ela não era fixa, era móvel. É... móvel. Fixa seria assim: se ele entrasse no banheiro, e somente no banheiro, ela surgiria. Mas essa não. Ela era móvel.
Ele trancava a porta de casa e ela aparecia. Ele subia no ônibus, ela corria e subia junto. No trabalho,na hora do intervalo, ela surgia até na xícara de café.
Agnaldo estava desesperado. Se fosse uma ideia ruim já teria ido embora, estava certo. Essa não. Ela era constante. Não permanente, apenas constante.
Resolveu ignorá-la.
De nada adiantou.
Subia as escadas carregando as sacolas do supermercado, logo atrás ouvia o salto alto de sua ideia martelar fundo no ouvido.
Rendeu-se.
Estava no parque, sentado na grama, tirou inclusive as meias, jogou a cabeça para trás.
Ela criou forma.
Recompôs-se.
Correu até em casa. Não se demorou.
Vestiu a capa de chuva, anoitecia sem chuva.
Caminhou todos os passos que precisava. O portão estava aberto como havia imaginado desde o princípio.
Subiu dois andares e procurou pelo 203. Não havia 203.
Pensou rápido. Um 202 não seria tão mal. Talvez sua miopia não o tivesse deixado visualizar o número correto enquanto tudo era ideia.
Apertou a campainha. Nada.
Abriu a capa, olhou para os lados. Lentamente, colocou a chave universal, que veio no kit detetive que havia comprado dias antes.
Girou a maçaneta. Olhou as fotos nos porta-retratos.
Ninguém em casa.
Apenas um gato. Contentou-se. Matou-o. Um tiro com silenciador. Saiu correndo.
Vomitou duas quadras depois.
Qual foi sua sorte. A velhinha do 201 ouviu toda a movimentação e o tiro surdo, mas era nanica e não alcançava o olho mágico.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Abiogênese de um mendigo.
Relato baseado numa história real.
Adotei um cão e arrumei uma bela cama e um asseado banheiro pra ele na área de serviço do apartamento. Nos primeiros dias, o cão, ainda desacostumado, seguiu instintos primários e demarcou TODAS as peças da casa com suas fisiologias abundantes.
Bem, depois de umas semanas de desespero pelos móveis e carpete, e de quase vômitos ao limpar as fezes espalhadas por aí, através de um disciplinado adestramento, baseado em técnicas comportamentais ditadas por especialistas no assunto*, o cão aprendeu a cagar e mijar no jornal que ficava na área de serviço. Além disso também obedecia aos comandos senta, deita, passa (sai daqui).
Durante a noite, algo que foge à compreensão humana acontecia recorrentemente fazendo com que o cão cagasse e mijasse uma quantidade o equivalente a dois ou três dele.
No princípio dessa nova configuração, foi observado o aparecimento de moscas, que saíam inclusive de dentro do saco de lixo em que era depositado o jornal sujo. Num segundo momento, além das moscas, notou-se o aparecimento de outros insetos, como abelhas. De fato, as fezes e a urina geraram um grande número desses insetos que, depois de atingirem a idade adulta tinham seu senso de liberdade ativado através do olfato, acionado com o cheiro do Ajax Lavanda e assim voavam para a rua. Criacionisticamente falano, o Ajax Lavanda é o catalisador/acionador genético do instinto de liberdade de invertebrados voadores.
Numa manhã qualquer, além do já habitual movimento de cão/animaisvoadores/ajaxlavanda/cheirinhodenovo, vi um mendigo sentado entre o tanque e a máquina de lavar, ao lado do saco de lixo dos jornais sujos e das roupas por lavar. Ele ainda não falava, estava mal-formado. Coloquei um pote com água e outro com comida, afinal, mais uma vida surgia dentro de casa e enquanto ele não criava asas para ganhar o mundo, as ruas, era eu a responsável por este novo ser. Criacionisticamente falano, roupas sujas, fezes de cachorro, moscas e abelhas, produtos de limpeza e prendedores de roupa geram mendigos.
Aristóteles já defendia essa ideia há mais de dois mil anos quando dizia da existência de princípios ativos em matérias inanimadas. Ele não estava de todo errado, mas não levou em consideração a interferência de seres já vivos como cão/mosca/abelha. Talvez naquela época também não existissem prendedores de plástico.
Enfim, a interação entre mendigo e cão foi instantânea. A interação entre mendigo/cão e moradores foi imediata. Adotei este também. Passados alguns dias, ficou claro que a convivência com o mendigo se tornara muito mais aprazível do que com o cão. O mendigo não só atendia aos comandos senta, deita, passa, como também tomava a iniciativa e buscava cerveja na geladeira. Ouvir suas teorias prógênicas sobre a vida e a morte era um deleite.
O cão se foi. Resolvi ofertá-lo no mercado livre e rapidamente uma família o readotou. O mendigo cresceu e descobriu a pós-modernidade ao observar a negociação virtual de adoção do cão. Com muita dor nosso mendigo criou asas e voou para a liberdade. Viciado em Ajax Lavanda já não era mais possível conviver com um ser inquieto, que ansiava o conhecimento que só a rua poderia oferecer. Nosso mendigo se foi, mas virtualmente ainda faz parte da nossa humilde existência e nos deixa diariamente compartilhar de suas novas experiências através do site www.mendigogame.es
Se você não tem as condições ideais para que espontaneamente seja gerado um mendigo em sua área de serviço, experimente site e crie o seu!

*sessões com a Dra. em Psicologia Animal Ceres Feqsion.
Adotei um cão e arrumei uma bela cama e um asseado banheiro pra ele na área de serviço do apartamento. Nos primeiros dias, o cão, ainda desacostumado, seguiu instintos primários e demarcou TODAS as peças da casa com suas fisiologias abundantes.
Bem, depois de umas semanas de desespero pelos móveis e carpete, e de quase vômitos ao limpar as fezes espalhadas por aí, através de um disciplinado adestramento, baseado em técnicas comportamentais ditadas por especialistas no assunto*, o cão aprendeu a cagar e mijar no jornal que ficava na área de serviço. Além disso também obedecia aos comandos senta, deita, passa (sai daqui).
Durante a noite, algo que foge à compreensão humana acontecia recorrentemente fazendo com que o cão cagasse e mijasse uma quantidade o equivalente a dois ou três dele.
No princípio dessa nova configuração, foi observado o aparecimento de moscas, que saíam inclusive de dentro do saco de lixo em que era depositado o jornal sujo. Num segundo momento, além das moscas, notou-se o aparecimento de outros insetos, como abelhas. De fato, as fezes e a urina geraram um grande número desses insetos que, depois de atingirem a idade adulta tinham seu senso de liberdade ativado através do olfato, acionado com o cheiro do Ajax Lavanda e assim voavam para a rua. Criacionisticamente falano, o Ajax Lavanda é o catalisador/acionador genético do instinto de liberdade de invertebrados voadores.
Numa manhã qualquer, além do já habitual movimento de cão/animaisvoadores/ajaxlavanda/cheirinhodenovo, vi um mendigo sentado entre o tanque e a máquina de lavar, ao lado do saco de lixo dos jornais sujos e das roupas por lavar. Ele ainda não falava, estava mal-formado. Coloquei um pote com água e outro com comida, afinal, mais uma vida surgia dentro de casa e enquanto ele não criava asas para ganhar o mundo, as ruas, era eu a responsável por este novo ser. Criacionisticamente falano, roupas sujas, fezes de cachorro, moscas e abelhas, produtos de limpeza e prendedores de roupa geram mendigos.
Aristóteles já defendia essa ideia há mais de dois mil anos quando dizia da existência de princípios ativos em matérias inanimadas. Ele não estava de todo errado, mas não levou em consideração a interferência de seres já vivos como cão/mosca/abelha. Talvez naquela época também não existissem prendedores de plástico.
Enfim, a interação entre mendigo e cão foi instantânea. A interação entre mendigo/cão e moradores foi imediata. Adotei este também. Passados alguns dias, ficou claro que a convivência com o mendigo se tornara muito mais aprazível do que com o cão. O mendigo não só atendia aos comandos senta, deita, passa, como também tomava a iniciativa e buscava cerveja na geladeira. Ouvir suas teorias prógênicas sobre a vida e a morte era um deleite.
O cão se foi. Resolvi ofertá-lo no mercado livre e rapidamente uma família o readotou. O mendigo cresceu e descobriu a pós-modernidade ao observar a negociação virtual de adoção do cão. Com muita dor nosso mendigo criou asas e voou para a liberdade. Viciado em Ajax Lavanda já não era mais possível conviver com um ser inquieto, que ansiava o conhecimento que só a rua poderia oferecer. Nosso mendigo se foi, mas virtualmente ainda faz parte da nossa humilde existência e nos deixa diariamente compartilhar de suas novas experiências através do site www.mendigogame.es
Se você não tem as condições ideais para que espontaneamente seja gerado um mendigo em sua área de serviço, experimente site e crie o seu!

*sessões com a Dra. em Psicologia Animal Ceres Feqsion.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Surfista Calhorda
O cara que foi pro Dilúvio ontem (19/11) foi macanudo. De acordo com informações sem fonte (Jornal da TVCom), o surfista Nelson Pinto resolveu realizar um sonho de infância, pois começou a surfar aos onze meses, e aproveitou a maré alta do arroio e literalmente se jogou.
Vestiu o long e com ajuda de amigos comeu cocô concentrado. Acostumado a surfar em dutos de esgoto pelas praias brasileiras, o rapaz antecipou seu final-de-semana litorâneo na Capital gaúcha.
Vocês lembram daquela música "Eu sou surfista do Lago Paranoá" da banda Natiruts? Então... faltou o pioneirismo, mas ganhou o troféu ineditismo dos pampas.
Fácil foi chegar no Ernesto Dornelles e não pegar engarrafamento.
Veja aí: http://www.youtube.com/watch?v=9UxGf-y_wYE
Vestiu o long e com ajuda de amigos comeu cocô concentrado. Acostumado a surfar em dutos de esgoto pelas praias brasileiras, o rapaz antecipou seu final-de-semana litorâneo na Capital gaúcha.
Vocês lembram daquela música "Eu sou surfista do Lago Paranoá" da banda Natiruts? Então... faltou o pioneirismo, mas ganhou o troféu ineditismo dos pampas.
Fácil foi chegar no Ernesto Dornelles e não pegar engarrafamento.
Veja aí: http://www.youtube.com/watch?v=9UxGf-y_wYE
Profissões Modernas
Estou procurando emprego e isso me fez entrar no vasto e criativo universo dos Recursos Humanos. Esses caras sabem dar novos significados a profissões antigas ou então surpreendentemente surgem com novas possibilidades de desenvolvermos nossas habilidades como trabalhadores.
Chefe de Fila - fico me imaginando com um chicote na fila do banco: - Ô, o senhor aí de regata furadinha, tá saindo da linha amarela, não sabe que é pra se manter entre as linhas? pááááááááá chicotada na canela. Tudo a ver com o meu perfil agressivo.
Coordenador de Alimentos e Bebidas - o emprego que pedi a dels. Moço, posso degustar pra verificar a qualidade?
Auxiliar de Locação A, B, C ou D - nossa, até as letras tão ganhando dinheiro. Esse mundo tá perdido.
Desenhista Projetista - na cadeira tem uma tecla chamada eject. Termina o desenho e se projeta (escolha o lugar dependendo da empresa).
Técnico de Suporte - é neguinho, ninguém disse que ia ser fácil. Suporte!
Retroescavadeira - eu pensei que isso fosse uma máquina. Olá, sou formada em retroescavadeira ou técnica tatuzão.
Caixa - é pra receber as doações da Campanha do Agasalho no Zaffari, ou no Banrisul mesmo.
Degustador - de bosta?
Garantista - bem, essa é a profissão preferida do Walter Mercato... la gantía soy yo...
Assistente de Pessoal - sombra?
Testador - dispensa descrições.
Compradora - me demito da degustação e passo na lide, me dá o dinheiro que eu compro o mundo.
Gerente de Qualidade - com ou sem bom senso?
Almoxerife - juro que escreveram assim... http://almoxerife.infojobs.com.br/vagas-empregos-ofertas__1802779.aspx É o xerife moderno que trabalha não mais na delegacia, mas no almoxerifado! Cursinho de alfabetização pra quem recebe a vaga, nem pensar, é custo pra empresa...
Auxiliar de Cozinha - microondas? juicer walita polishop? george foreman grill?
Ajudante de Carga e Descarga - trabalho duro ou mole, pesado ou em bolinhas e às vezes fedorento. Bônus por insalubridade. Segura na minha mão. Ajudante! Pode vir, terminei.
Técnico em Seguros - nada cai na vida dessa pessoa. eu disse nada. #dr.bayard?
Roteirizador - e é pra trabalhar com veículos auto-motores tá.
Multi-operador - médico-cirurgião tipo shiva.
Pedreiro para obras - não, eu quero um pedreiro para recepcionar meus convidados. Pedreiro para recepção em eventos.
Supervisor de Injeção - benzetacil? uia. Sádico fdp.
Mecânico de Pista - are you ready for the floor?
Abastecedor de máquinas de café com moto - definitivamente, é essa! Café com moto foi o que eu sempre quis desde pequena.
Monitor em Pesquisa Clínica - LCD?
Encarregado de Sessão - espírita?
Gestor de Auto e Demais Ramos - auto-podamento.
Controlador de Pragas - pedagogo.
Nutrição natural - sua alimentação garante sua contratação, seja lá para o que for.
Técnico de Chamado - não assista à fita!
Motorista Carreteiro - com feijão tropeiro? ovo cozido picado e salsinha hmmmm.
Auxiliar de DP - mantém a ereção aí benhê!
Operador de Guilhotina - algoz.
Balconista de móveis - com patins?
Separadores - ganham comissão nos divórcios concretizados.
E eu termmino essa interminável lista com um anúncio divulgado na ZH faz um tempo: Contratam-se ANÕES para trabalho com solda de peças pequenas e de difícil acesso. É pra isso que dels fez as mini-mãos!
Chefe de Fila - fico me imaginando com um chicote na fila do banco: - Ô, o senhor aí de regata furadinha, tá saindo da linha amarela, não sabe que é pra se manter entre as linhas? pááááááááá chicotada na canela. Tudo a ver com o meu perfil agressivo.
Coordenador de Alimentos e Bebidas - o emprego que pedi a dels. Moço, posso degustar pra verificar a qualidade?
Auxiliar de Locação A, B, C ou D - nossa, até as letras tão ganhando dinheiro. Esse mundo tá perdido.
Desenhista Projetista - na cadeira tem uma tecla chamada eject. Termina o desenho e se projeta (escolha o lugar dependendo da empresa).
Técnico de Suporte - é neguinho, ninguém disse que ia ser fácil. Suporte!
Retroescavadeira - eu pensei que isso fosse uma máquina. Olá, sou formada em retroescavadeira ou técnica tatuzão.
Caixa - é pra receber as doações da Campanha do Agasalho no Zaffari, ou no Banrisul mesmo.
Degustador - de bosta?
Garantista - bem, essa é a profissão preferida do Walter Mercato... la gantía soy yo...
Assistente de Pessoal - sombra?
Testador - dispensa descrições.
Compradora - me demito da degustação e passo na lide, me dá o dinheiro que eu compro o mundo.
Gerente de Qualidade - com ou sem bom senso?
Almoxerife - juro que escreveram assim... http://almoxerife.infojobs.com.br/vagas-empregos-ofertas__1802779.aspx É o xerife moderno que trabalha não mais na delegacia, mas no almoxerifado! Cursinho de alfabetização pra quem recebe a vaga, nem pensar, é custo pra empresa...
Auxiliar de Cozinha - microondas? juicer walita polishop? george foreman grill?
Ajudante de Carga e Descarga - trabalho duro ou mole, pesado ou em bolinhas e às vezes fedorento. Bônus por insalubridade. Segura na minha mão. Ajudante! Pode vir, terminei.
Técnico em Seguros - nada cai na vida dessa pessoa. eu disse nada. #dr.bayard?
Roteirizador - e é pra trabalhar com veículos auto-motores tá.
Multi-operador - médico-cirurgião tipo shiva.
Pedreiro para obras - não, eu quero um pedreiro para recepcionar meus convidados. Pedreiro para recepção em eventos.
Supervisor de Injeção - benzetacil? uia. Sádico fdp.
Mecânico de Pista - are you ready for the floor?
Abastecedor de máquinas de café com moto - definitivamente, é essa! Café com moto foi o que eu sempre quis desde pequena.
Monitor em Pesquisa Clínica - LCD?
Encarregado de Sessão - espírita?
Gestor de Auto e Demais Ramos - auto-podamento.
Controlador de Pragas - pedagogo.
Nutrição natural - sua alimentação garante sua contratação, seja lá para o que for.
Técnico de Chamado - não assista à fita!
Motorista Carreteiro - com feijão tropeiro? ovo cozido picado e salsinha hmmmm.
Auxiliar de DP - mantém a ereção aí benhê!
Operador de Guilhotina - algoz.
Balconista de móveis - com patins?
Separadores - ganham comissão nos divórcios concretizados.
E eu termmino essa interminável lista com um anúncio divulgado na ZH faz um tempo: Contratam-se ANÕES para trabalho com solda de peças pequenas e de difícil acesso. É pra isso que dels fez as mini-mãos!
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
A Bruxa Walpurga é julgada e condenanda por seus encontros libertinos com o Demônio
Fuggerzeitung - 1557
Walpurga Hausmannin, uma mulher diabólica e miserável, agora aprisionada e acorrentada, confrssou sob interrogatório formal - e mesmo sob tortura - suas bruxarias, e admitiu o que vem relatado a seguir: quando há cerca de 30 anos, ela se tornou feiticiera, trabalhava na plantação de milho de Hans Schlumperger, desta cidade (Dillingen), junto com um empregado de nome Bis in Pfarrhof.
Enfeitiçouo rapaz com seus discursos obscenos e o par combinou de se encontrar, numa determinada noite, na sua casa, a fim de satisfazerem seus agressivos impulsos sexuais. Mas quando Walpurga sentou no seu quarto nesta noite, esperando pelo rapaz, com pensamentos diabólicos e sensuais, não foi quem ela esperava que veio, mas sim o Demônio, disfarçado como este, até mesmo com suas roupas, e começou a fornicar com ela.
Então, ele lhe deu um pouco de dinheiro, parecia uma antiga moeda mas ninguém queria receber esse dinheiro dela, já que era uma moeda má e com aparência de chumbo. Por isso ela jogou a moeda fora. Depois do ato de fornicação, ela viu e sentiu o pé de seu amante e observou que a sua mão não era natural, mas parecia feita de madeira. Assustada, ela invocou o nome de Jesus e o Demônio deixou-a e desapareceu.
Na noite seguinte, o Espírito do Mal visitou-a de novo,com a mesma aparência, e fornicou com ela. Ele fez muitas promessas de ajudá-la em sua pobreza e na sua necessidade. Para que isso ocorresse ela teria que prometer seu corpo e sua alma para ele. A seguir, o Espírito do Mal arranhou seu ombro esquerdo, exigindo que ela vendesse sua alma com o sangue que saía da ferida.
Ele lhe deu uma pena de ave para que ela escrevesse e, como ela não sabia escrever, ele lhe guiou a mão. O papel ficou com o Diabo. Quando seus pensamentos se tornavam piedosos, ou ela sentia vontade de ir à Igreja, o Diabo lhe recordava seu juramento.
Mais adiante, Walpurga confessou que ela seguidamente trazia um forcado na mão, quando saía à noite com seu amante, e que num dos locais onde eles tinham seus encontros, ela viu um homem alto, de barba cinza, sentado numa cadeira como um grande Príncipe, ricamente vestido. Esse era o Grande Diabo, a quem ela mais uma vez dedicou sua vida, corpo e alma.
Uma vez, quando ela cuidadosamente pronunciou o nome de Jesus, o Grande Diabo bateu em seu rosto e (assombroso contar!) forçou-a a renunciar a Deus, ao Cristianismo, aos Santos e aos Sagrados Sacramentos. Depois, o Grande Diabo batizou-a novamente, dando-lhe o nome de Hofelin, e de Federllin para seu diabólico amante.
Nessas cerimônias demoníacas, ela comia, bebia e dormia com seu amante. E porque ela não queria ser vista em tal companhia em todos os lugares, ele lhe batia cruelmente. Para comer, ela seguidamente tinha um bom assado, uma criança inocente, também bem assada, ou um leitãozinho, com vinho branco ou tinto, mas sem sal. Seu amante, Federllin, visitava-a em diferentes lugares, a fim de fornicar com ela, mesmo na rua à noite, e durante o tempo que esteve presa. Ela confessou ainda que seu amante lhe deu uma poção numa caixinha, para que ela fizesse o mal a pessoas, animais e até mesmo às preciosas frutas do campo.
Ferdellin forçou-a a matar os bebês quando nasciam, mesmo antes de serem levados ao santo batismo. Isso ela fazia sempre que tinha oportunidade. Suas vítimas:
- Primeira e segunda: Há cerca de dez anos, ela friccionou sua poção em Anna Hämanin,que não morava longe de Dürstigel, por ocasião de seu primeiro aniversário. Causou-lhe tanta desgraça que mãe e filha ficaram juntas e morreram.
- Terceira: Dorothea, enteada de Christian Watcher, deu à luz a seu primeiro filho, dez anos atrás. Na hora do nascimento, ela fez pressão no cérebro do bebê e ele morreu. (O Diabo lhe havia ordenado destruir especialmente os recém-nascidos. Outras 40 vítimas são citadas na confissão).
Ela friccionou tambémcom sua poção e causou a morte das três vacas de Lienhardt Goilen, do cavalo do Bruchbauer, das vacas de Max Petzel, há dois anos, e também das vacas de Duri Striegel, há três anos. Em suma, ela confessou ter destruído um grande número de cabeças de gado, além das já ditas. Ha um ano, ela achou um pedaço de linho branco no pátio comum, embegeou-o com sua poção e os porcos e gansos que passavam por cima dele morriam logo depois.
Walpurga confessou que todos os anos, no dia de São Leonardo, ela exumava o cadáver de pele menos uma ou duas crianças. Com seu amante endemoniado, ela os comia, e usava seus cabelos e os pequenos ossos para bruxarias. Todas as crianças que ela matou logo ao nascer não puderam ser exumadas, por não terem sido batizadas. Os ossos dessas crianças pequenas ela usava como enfeite. Walpurga admite que se Deus não a tivesse misericordiosamente advertido, ela teria causado ainda mais e maiores males.
Depois de ouvirem a confissão, os juízes e o jurí da Corte desta cidade de Dillingen, por virtude e direitos de Prerrogativa Imperial de Sua Reverência, Senhor Marquad, Bispo de Augusburg, Dignatário da Catedral, nosso mais Augusto Príncipe e Senhor, finalmente deram o veredito unânime que condenou Walpurga com base na lei comum e no código do Imperador Carlos V doImpério Romano,acusada de endemoniada e notória feiticeira, e que deve ser punida e privada da vida atrvés da morte na fogueira. Todos os seus bens, propriedades e fortuna estão condenados e passam ao Tesouro de Nosso Maior Príncipe e Senhor.
Segundo a sentença, deve serdeixada sentada numa carroça, na qual estará atada. Seu corpo será queimado cinco vezes, com ferro quente. A primeira vez na Praça da Cidade, no seio esquerdo e no braço direito. A segunda vez, na ponte mais baixa, no seio direito; terceira vez, no moinho do riacho, fora da ponte do hospital, no braço esquerdo. A quarta vez, local da execução, na mão esquerda.
Considerando que a condenada era uma parteira licenciada e garantida pela cidade de Dillingen durante 19 anos, e agiu tão vilmente, sua mão direita,com a qual realizou tantos truques desonestos, deve ser cortada no local da execução. Depois de queimada, suas cinzasnão devem ir para a terra, mas devem ser levadas até o riacho mais próximo e ali jogadas.
Walpurga Hausmannin, uma mulher diabólica e miserável, agora aprisionada e acorrentada, confrssou sob interrogatório formal - e mesmo sob tortura - suas bruxarias, e admitiu o que vem relatado a seguir: quando há cerca de 30 anos, ela se tornou feiticiera, trabalhava na plantação de milho de Hans Schlumperger, desta cidade (Dillingen), junto com um empregado de nome Bis in Pfarrhof.
Enfeitiçouo rapaz com seus discursos obscenos e o par combinou de se encontrar, numa determinada noite, na sua casa, a fim de satisfazerem seus agressivos impulsos sexuais. Mas quando Walpurga sentou no seu quarto nesta noite, esperando pelo rapaz, com pensamentos diabólicos e sensuais, não foi quem ela esperava que veio, mas sim o Demônio, disfarçado como este, até mesmo com suas roupas, e começou a fornicar com ela.
Então, ele lhe deu um pouco de dinheiro, parecia uma antiga moeda mas ninguém queria receber esse dinheiro dela, já que era uma moeda má e com aparência de chumbo. Por isso ela jogou a moeda fora. Depois do ato de fornicação, ela viu e sentiu o pé de seu amante e observou que a sua mão não era natural, mas parecia feita de madeira. Assustada, ela invocou o nome de Jesus e o Demônio deixou-a e desapareceu.
Na noite seguinte, o Espírito do Mal visitou-a de novo,com a mesma aparência, e fornicou com ela. Ele fez muitas promessas de ajudá-la em sua pobreza e na sua necessidade. Para que isso ocorresse ela teria que prometer seu corpo e sua alma para ele. A seguir, o Espírito do Mal arranhou seu ombro esquerdo, exigindo que ela vendesse sua alma com o sangue que saía da ferida.
Ele lhe deu uma pena de ave para que ela escrevesse e, como ela não sabia escrever, ele lhe guiou a mão. O papel ficou com o Diabo. Quando seus pensamentos se tornavam piedosos, ou ela sentia vontade de ir à Igreja, o Diabo lhe recordava seu juramento.
Mais adiante, Walpurga confessou que ela seguidamente trazia um forcado na mão, quando saía à noite com seu amante, e que num dos locais onde eles tinham seus encontros, ela viu um homem alto, de barba cinza, sentado numa cadeira como um grande Príncipe, ricamente vestido. Esse era o Grande Diabo, a quem ela mais uma vez dedicou sua vida, corpo e alma.
Uma vez, quando ela cuidadosamente pronunciou o nome de Jesus, o Grande Diabo bateu em seu rosto e (assombroso contar!) forçou-a a renunciar a Deus, ao Cristianismo, aos Santos e aos Sagrados Sacramentos. Depois, o Grande Diabo batizou-a novamente, dando-lhe o nome de Hofelin, e de Federllin para seu diabólico amante.
Nessas cerimônias demoníacas, ela comia, bebia e dormia com seu amante. E porque ela não queria ser vista em tal companhia em todos os lugares, ele lhe batia cruelmente. Para comer, ela seguidamente tinha um bom assado, uma criança inocente, também bem assada, ou um leitãozinho, com vinho branco ou tinto, mas sem sal. Seu amante, Federllin, visitava-a em diferentes lugares, a fim de fornicar com ela, mesmo na rua à noite, e durante o tempo que esteve presa. Ela confessou ainda que seu amante lhe deu uma poção numa caixinha, para que ela fizesse o mal a pessoas, animais e até mesmo às preciosas frutas do campo.
Ferdellin forçou-a a matar os bebês quando nasciam, mesmo antes de serem levados ao santo batismo. Isso ela fazia sempre que tinha oportunidade. Suas vítimas:
- Primeira e segunda: Há cerca de dez anos, ela friccionou sua poção em Anna Hämanin,que não morava longe de Dürstigel, por ocasião de seu primeiro aniversário. Causou-lhe tanta desgraça que mãe e filha ficaram juntas e morreram.
- Terceira: Dorothea, enteada de Christian Watcher, deu à luz a seu primeiro filho, dez anos atrás. Na hora do nascimento, ela fez pressão no cérebro do bebê e ele morreu. (O Diabo lhe havia ordenado destruir especialmente os recém-nascidos. Outras 40 vítimas são citadas na confissão).
Ela friccionou tambémcom sua poção e causou a morte das três vacas de Lienhardt Goilen, do cavalo do Bruchbauer, das vacas de Max Petzel, há dois anos, e também das vacas de Duri Striegel, há três anos. Em suma, ela confessou ter destruído um grande número de cabeças de gado, além das já ditas. Ha um ano, ela achou um pedaço de linho branco no pátio comum, embegeou-o com sua poção e os porcos e gansos que passavam por cima dele morriam logo depois.
Walpurga confessou que todos os anos, no dia de São Leonardo, ela exumava o cadáver de pele menos uma ou duas crianças. Com seu amante endemoniado, ela os comia, e usava seus cabelos e os pequenos ossos para bruxarias. Todas as crianças que ela matou logo ao nascer não puderam ser exumadas, por não terem sido batizadas. Os ossos dessas crianças pequenas ela usava como enfeite. Walpurga admite que se Deus não a tivesse misericordiosamente advertido, ela teria causado ainda mais e maiores males.
Depois de ouvirem a confissão, os juízes e o jurí da Corte desta cidade de Dillingen, por virtude e direitos de Prerrogativa Imperial de Sua Reverência, Senhor Marquad, Bispo de Augusburg, Dignatário da Catedral, nosso mais Augusto Príncipe e Senhor, finalmente deram o veredito unânime que condenou Walpurga com base na lei comum e no código do Imperador Carlos V doImpério Romano,acusada de endemoniada e notória feiticeira, e que deve ser punida e privada da vida atrvés da morte na fogueira. Todos os seus bens, propriedades e fortuna estão condenados e passam ao Tesouro de Nosso Maior Príncipe e Senhor.
Segundo a sentença, deve serdeixada sentada numa carroça, na qual estará atada. Seu corpo será queimado cinco vezes, com ferro quente. A primeira vez na Praça da Cidade, no seio esquerdo e no braço direito. A segunda vez, na ponte mais baixa, no seio direito; terceira vez, no moinho do riacho, fora da ponte do hospital, no braço esquerdo. A quarta vez, local da execução, na mão esquerda.
Considerando que a condenada era uma parteira licenciada e garantida pela cidade de Dillingen durante 19 anos, e agiu tão vilmente, sua mão direita,com a qual realizou tantos truques desonestos, deve ser cortada no local da execução. Depois de queimada, suas cinzasnão devem ir para a terra, mas devem ser levadas até o riacho mais próximo e ali jogadas.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
The Flash macaco
Fiz o rapaz de minha barbie.
Dormir é uma perda de tempo.
Rasgar as vestes e falar palavras sem sentido.
A lua tem hemangiomas. Fico olhando para o céu por falta de paisagem.
Atualidades japonesas.
Um beijo cheio de saliva me secou a boca, como se tivesse engolido um punhado de areia. Um deserto invadiu meu corpo. Tuas coxas, um oásis. (entre elas).
***
Quero aproveitar o ensejo e agradecer a presença do primeiro seguidor Kafa Jéste. Obrigada pela audiência xuxubaby.
Dormir é uma perda de tempo.
Rasgar as vestes e falar palavras sem sentido.
A lua tem hemangiomas. Fico olhando para o céu por falta de paisagem.
Atualidades japonesas.
Um beijo cheio de saliva me secou a boca, como se tivesse engolido um punhado de areia. Um deserto invadiu meu corpo. Tuas coxas, um oásis. (entre elas).
***
Quero aproveitar o ensejo e agradecer a presença do primeiro seguidor Kafa Jéste. Obrigada pela audiência xuxubaby.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
1ª inserção sexy
Welcome, dear friends.
Estou no intercurso Jim das Selvas em lingerie zebrada.
Pois é, todo mundo - que se acha esperrrrténho nesse mundão de meu dels - resolve criar um blógui. Eu me acho espertinha, não tenho vergonha de que sim. Já disse um dia que "o mal da tecnocultura é saber do narcisismo dos outros", pois então, tô fazendo jus ao meu discurso. Nunca tive pretensão pra hipocrisia mesmo.
Não sei ainda bem o que eu vou fazer com este aqui. Sou muito relapsa com as minhas letrinhas e palavrinhas, por mais que elas nunca me abandonem...
É que eu fico de mal com elas, vez em quando. Quando estou de mal com o resto, e comigo. Mas depois que eu comecei a frequentar a terapia intensiva as coisas não estão tão emburradas assim.
A acidez estomacal que sai com as minhas frases continua, o fel eu não perdi. É bem verdade que estou em processo de refinamento ácido-linguistico.
Item 1 de sobrevivência na selva:
SONRISAL. ENO. SAL DE ANDREWS. BICARBONATO DE SÓDIO COM LIMÃO E ÁGUA. Qualquer um desses vale.
É isso, enjoy it, have fun.
p.s.:
Estou no intercurso Jim das Selvas em lingerie zebrada.
Pois é, todo mundo - que se acha esperrrrténho nesse mundão de meu dels - resolve criar um blógui. Eu me acho espertinha, não tenho vergonha de que sim. Já disse um dia que "o mal da tecnocultura é saber do narcisismo dos outros", pois então, tô fazendo jus ao meu discurso. Nunca tive pretensão pra hipocrisia mesmo.
Não sei ainda bem o que eu vou fazer com este aqui. Sou muito relapsa com as minhas letrinhas e palavrinhas, por mais que elas nunca me abandonem...
É que eu fico de mal com elas, vez em quando. Quando estou de mal com o resto, e comigo. Mas depois que eu comecei a frequentar a terapia intensiva as coisas não estão tão emburradas assim.
A acidez estomacal que sai com as minhas frases continua, o fel eu não perdi. É bem verdade que estou em processo de refinamento ácido-linguistico.
Item 1 de sobrevivência na selva:
SONRISAL. ENO. SAL DE ANDREWS. BICARBONATO DE SÓDIO COM LIMÃO E ÁGUA. Qualquer um desses vale.
É isso, enjoy it, have fun.
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