terça-feira, 13 de julho de 2010

Pagação de pau é desespero


Eu adoro acompanhar as redes sociais. É uma pagação de pau atrás da outra.

Pensei em criar um manual de etiqueta na rede social:
1 - aceite quem for como amigo (afinal vc nunca sabe o dia de amanhã, vai que é demitido e tem uma pessoa "quente" como contato no facebook?)
2 - vida pessoal: como o nome já diz, é pessoal, se vc ficou solteiro, casou, enviuvou, isso é problema seu. a discrição é uma coisa tão bonita da pessoa humana, pra quê se mostrar assim? sua hemorroida estourou? isso é problema exclusivamente seu e do seu proctologista.
4 - siga a mesma ideia do sigilo médico e advocatício, continue quieto sobre suas movimentações pessoais.
5 - mas então, se não posso dialogar com a minha esquizofrenia para que servem as redes sociais? para espalhar o mal, a discórdia e o ciúmes entre as pessoas.
6 - a numerologia de "redes sociais" é equivalente a 666, que medo né.
7 - brigas por posts, nunca ouse. mantenha a elegância, por mais que seus dedos formiguem para escrever em CAPS tudo o que está se passando.
8 - poste coisas cool. nossa isso é algo que faz toda a diferença na mediocridade* da nossa vida.
9 - tenha medo de quem tem muitos contatos. sim, isso é perigo na certa.
10 - pra completar as tábuas da salvação virtual, sua foto do perfil diz realmente sobre quem vc é.

*no sentido de que somos tantos milhões que um post a mais ou a menos é só mais um post.

adoro meus 10 laços fortes, gosto dos meus 50 laços conhecidos, adoro fuçar na vida dos outros 150 quase desconhecidos. obrigada por todos vcs existirem.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Eu, nua na versão mulher pós-moderna

Esses dias eu olhei para as minhas unhas dos pés e não acreditei que elas tivessem crescido tão rápido, daí eu percebi que fazia algum tempo que eu não tinha tempo de lembrar delas.

Da mesma forma, ou pior, estavam os cabelos das pernas. Certamente eu seria um sucesso no mundo neanderthal, porque pelos eu tinha em abundância em todos aqueles lugares que costumam ser cirurgicamente depilados para parecer uma mulher socialmente aceitável.

O mundo pós-moderno cravou suas garras nas minhas costas e me lançou no ar. Tenho 30 anos, trabalho muito no que eu escolhi para mim, da maneira que eu escolhi. Me cerco daqueles com os quais me sinto à vontade. Estudo, estudo, estudo. Durmo até bastante.

Agora só me falta achar um espaço nessa rotina maluca para olhar mais para mim. Eu tenho feito as refeições regulares, e mesmo assim perdi peso. Isso não pode. E as unhas... Tem sapato que já vem com bico furado, mas não dá para me fiar só nisso. (Eu escolhi "fiar" porque nasci e nem existia nada desse treco pós-moderno, tá.)