Quando eu era pequena achava mágico que se pudesse ter o destino traçado nas linhas das mãos. Ficava horas, praticamente autista, observando as minhas linhas.
Mão direita, mão esquerda, pequenos emaranhados que me diziam nada.
Traços finos que foram se tornando vincos, marcas profundas de dores agudas e felicidades supremas, todas a seu tempo.
Muito mais que as mãos, vejos as tímidas rugas que vem se achegando no meu rosto, como uma criança envergonhada que se esconde atrás da mãe. Insistentes fios brancos têm criado colônias e fincado bandeiras em seus territórios conquistados.
Estou amando me envelhecer.
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